domingo, 6 de abril de 2014

Capítulo 94


*
Os dias iam se passando e o meu relacionamento com o Luan, só melhorava. Andávamos em uma sintonia ótima, e nem brigar, não brigávamos mais.
Em um dia, fui em um show do Luan, de surpresa. Ele atendia uma loira bem bonita no camarim, que dava duas de mim, porém, não liguei muito, mas queria fazer um pouco de charme. Acho que com o passar do tempo, eu estava amadurecendo, aprendendo a lidar com aquilo tudo.
- Oi, amor. Não me avisou nada. – Luan me abraçou e beijou meu rosto.
Estávamos sozinhos no camarim. Fiz um bico. – Que foi?
- Você com essa loira aqui sozinho, cadê o povo desse camarim? – Ele gargalhou e eu revirei os olhos.
- Nem começa...Deu um problema com alguns equipamentos no palco e saiu todo mundo correndo daqui.
- Bem na hora da loira entrar? – Estreitei os olhos.
- Uai...A culpa não foi minha. O Rober colocou ela por último. – Luan deu de ombros.
- Eu acho muito bom, mesmo! – Ele riu e me apertou.
Juntou nossos rostos e nos beijamos.
- Você é muito boba! – Ele me mordia.
- A mulher dá duas de mim, querido. – Ri.
- Eu prefiro você, minha baixinha!
- Eu sei. Também me garanto, né.
- Nossa! – Rimos.
Ficamos ali, falando bobagens e trocando carinhos, até Rober chamar o Luan para o show.
Tudo já estava resolvido.
- Temos que conversar sério, seu Roberval! – Eu falava, enquanto caminhávamos em direção ao palco.
- O que foi? – Ele arregalou os olhos, Luan gargalhou.
- Quero essa história de ficar colocando loira gostosona por último e deixando Luan sozinho com ela não. Toma vergonha!
- Ah...Não faço mais, patroa. Juro!
- Vou confiar! – Ri.
Fui assistir ao show da lateral, que foi perfeito como sempre e no meio, encontrei Rosana, a produtora do show que aconteceu a “tragédia”. Ela estava mais bonita, veio em minha direção.
- Oi... – Ela me abraçou.
- Como você mudou! – Ri.
- Pra melhor?
- Pra melhor. – Concordei e dessa vez, ela que riu.
- São coisas da vida.
- Como por exemplo? – Antes mesmo dela me responder, um rapaz chegou ao seu lado, lhe abraçando.
Era bem forte e bonito. Falou comigo e lhe disse algo no ouvido, antes de se afastar. – Já entendi. – Rimos.
- O amor muda a gente... – Ela suspirou.
- E como muda...Eu que o diga! – Olhei para o palco, onde a razão da mudança da minha vida, dançava encoxando uma fã.
Rosana acompanhou meu olhar e riu em seguida.
- Você não tem ciúmes?
- De fãs? Nunca!
- E...Das outras? – Ela fez careta.
- Ai, né... – Rimos. – Mas eu entendo pra caramba. Mais do que a um tempo atrás. A gente se acostuma.
- Não sei se eu conseguiria, sou bem ciumenta.
- Eu pensava assim também, mas como também já fui fanática pelo Luan. Entendo.
- Tipo, de gritar em frente ao hotel? – Ela me olhou surpresa.
- Tipo de colocar faxinha na cabeça aos vinte anos. – Rimos.
- Você é tão feliz, só te vejo sorrindo. – Ela comentou e eu sorri mais.
Gostei do seu comentário.
- Pra que tristeza, não é mesmo?
- Também não sei. – Logo o namorado de Rosana, Felipe, como se apresentou pra mim, chegou e eles tiveram que ir, depois de se despedirem de mim.
Terminei de assistir ao show e depois, já fui direto para a van.
Quando chegamos no hotel, propus um banho ao Luan, que aceitou na hora e eu ri daquilo.
Depois daquele dia, tive que voltar para casa e deixar ele terminar de cumprir seus compromissos.
Ficamos sem nos ver durante semanas de novo.
Mas nada que o celular, ou a web cam do computador, não pudessem nos ajudar.
- Amor...- Luan começou, em uma de nossas conversas por skype.
Ele usava um boné azul na cabeça, sem camisa e com o rosto de sono.
- Manda! – Ri.
- Nossa! – Ele também riu. – Tenho uma proposta pra te fazer...
- Eu, você, dois filhos e um cachorro? Eu topo! – Brinquei e escutei sua gargalhada do outro lado da tela.
- Era mais ou menos isso mesmo, mas em outras palavras.
- Hã? – Não entendi.
- Você me adiantou bastante. – Ele parou de ri. – Quero adiantar nosso casamento.
- Adiantar...Tipo, como?
- Tipo...- Ele fez uma pausa. – Pra daqui a cinco meses. – Arregalei os olhos.
- Cinco meses? Tá falando sério?
- Nunca disse tão sério na minha vida. Cê topa? – Ele riu.
Suspirei.
- Eu topo, meu amor! – Vi ele um pouco surpreso do outro lado, mas logo sorrindo.
- Pensei que levaria um toco agora, via internet.
- (risos) Idiota! Eu topo tudo com você. Eu quero ficar com você pra sempre! – Vi Luan tombar a cabeça para o lado e sorri como um anjo.
- Coisa linda! Eu também quero você pra sempre. Então...Eu vou ficar responsável pela parte de marcar na igreja e você ver o resto e avisa o pessoal ai.
- Nossa! – Ele riu e deu de ombros. – Tá né. Vou começar a ver as coisas amanhã.
- Faz isso sim, amor! Quero tudo perfeito!
- Eu também! Em que igreja você vai?
- Vou ver uma em São Paulo mesmo, tudo bem?
- Tudo ótimo! – Sorri pra ele.
Nos despedimos, quando o meu sono me venceu e eu dormir sorrindo, sem acreditar em nada daquilo, mas era real.
No outro dia, fui pro trabalho feliz, mas não disse nada a ninguém. Quando voltei para casa, Bruna estava com Leonardo e minha mãe, então aproveitei e ele se espantaram bastante.
- Nossa...Eu pensei que se casariam só daqui a uns...Cinco anos. – Minha mãe disse.
- (risos) Nossa, mãe! Também não.
- Eu amei, cunhada! – Bruna bateu palmas. – Temos que ver tudo e eu, ainda tenho que comprar, alugar ou mandar fazer, meu vestido de madrinha. – Ela dizia pensativa.
- Já que você se convidou pra ser a madrinha, nem preciso mais, não é?
- E alguém ainda tinha dúvidas que seria eu uma das madrinhas? – Neguei com cabeça, enquanto ríamos.
- Minha permissão ninguém pede, não é? – Meu irmão se manifestou.
- Ôh, maninho! Vou dizer pro Luan vir jantar aqui e te pedi minha mão, tá? – Disse irônica.
- Era isso mesmo que tinha que acontecer.
- Mas que vamos fazer um jantar, vamos! – Minha mãe disse.
- Como você é bobo, Leonardo. – Revirei os olhos.
- Vou contar isso pro pai, Sara. – Fiz careta, enquanto comia um morango.
- Vamos marcar então o jantar, mãe? – Mudei o assunto.
- Vamos sim!
- Aqui? – Ela concordou. – Meu pai pode vir? – Estreitei os olhos, esperando sua resposta.
- Que pergunta, Sara! Mas é claro! Ele ainda é o seu pai e de Leonardo. – Respirei aliviada e sorri pra ela.
Almoçamos os quatro ali, naquele dia e liguei para o Luan para contar do jantar. Ele gostou da ideia.
Começaria a ver com a minha cunhada, os preparativos para o casamento na próxima semana. Estávamos bem animadas.

sábado, 5 de abril de 2014

Capítulo 93



Voltei a dormir e só acordei com minha cunhada e minha amiga do meu lado, cada uma.
- Pelo visto já sabem. – Me sentei, triste na cama.
- Sabemos... – Bruna suspirou. – Vai ficar tudo bem, cunha! – Ela me abraçou de lado.
- Nem sei se sou mais sua cunhada depois de hoje. – Suspirei.
- Claro que é! Você vai contar que tudo foi uma brincadeira e vai ficar tudo bem.
- Tô me sentindo culpada agora, por ter te acobertado. – Ana, disse.
- Eu também...
- Não, amigas! A culpa foi toda minha, não se culpem! – Repreendi as duas.
Recebi um abraço duplo e comecei a chorar de novo.
- Chega disso! Vai tomar um banho, se arrumar bem linda e vai lá em casa atrás daquela pessoa! – Bruna fez careta.
- (risos) Eu também acho...Melhor.Vamos escolher sua roupa, arrumar seu cabelo...Tudo! – Ana, concordou.
Fiz careta pras duas e me levantei da cama com preguiça, dando um meio sorrindo, enquanto secava as lágrimas.
Tomei um banho caprichado, me perfumei e coloquei a roupa que as duas tinham separado e como prometeram, me arrumaram também.
Fui para casa do Luan com toda coragem e pensamento positivo que tinha.
- Só assim pra você deixar eu dirigir seu carro. – Bruna tentava descontrair.
- (risos) Idiota! – Suspirei.
Quando chegamos, Bruna entrou primeiro e logo depois voltou.
- Ele tá sozinho em casa. – Ela riu. – Vai que essa é a chance!
- Tudo bem! – Sorri fraco para elas.
Entrei e fui até o quarto do Luan, escutei o barulho do chuveiro. Fiquei escondida atrás da porta e não demorou para ele sair do banheiro, cantando, com uma toalha em volta da cintura e outra secando os cabelos. Sorri. Aquela cena estava linda.
- Você tá tão feliz sem mim assim ? Tá até cantando. – Falei e sai de onde estava.
Luan se assustou e me olhou com os olhos arregalados.
- Quer me matar? Estou cantando porque quem canta os males espanta. – Ele me jogou uma indireta.
- Entendi...Vim te contar uma coisa.
- O que foi, Sara? Pensei que já tinha ficado tudo resolvido. Como você entrou aqui, já que estava trancada a porta e não tem ninguém em casa? Bruna, claro! – Ele disse, quando eu ia abrir a boca.
- Não tem nada esclarecido. Você quis resolver tudo sozinho, mas eu não vou deixar.
- Você não tem que deixar nada...
- Para de falar e me ouve! – Disse entre dentes.
O peguei pelo braço e o puxei com força, para se sentar na cama.
Me sentei em sua frente.
- Fala logo! – O bico que seus lábios formavam era tão lindo, que me dava vontade de beijar.
Mas me contive e só sorri.
- Aquilo tudo foi uma brincadeira, seu idiota! Não tem nada de revista, foi só uma brincadeira. – Ele franziu a testa.
- E aquelas fotos, Sara?
- Eu tirei de verdade mesmo, mas com uma fotógrafa amiga da Bruna. Ia te dar as outras de presente.Isso foi só o meu troco daquela trollagem que você fez comigo. – Ri.
- Que idiotice, Sara! Você é criança ou o que ? E por que postou aquelas merdas então na internet?
- Calma, tá? Eu postei sem pensar, só pra você acreditar de verdade e porque achei que ficaram bonitas. – Dei de ombros.
- Claro...Você faz tudo sem pensar!
- Não precisa falar desse jeito comigo. Isso não é o fim do mundo!
- Mas pode ser o do nosso relacionamento. Onde já se viu fazer isso?
- Para de exagero, garoto...Não tem nada demais naquelas fotos. Eu já postei milhares de fotos de biquini.
- Não é a mesma coisa.
- Como não? – Ri. – Por favor, para de bobeira. Não tem nada demais.
Sua irmã me ajudou em tudo, a Ana também. Olha... – Tirei o resto das fotos da minha bolsa e o entreguei.
Ele olhava tudo com atenção, foto por foto e já via que não estava mais com tanta raiva. Passei a sorrir vendo cada expressão que fazia, toda vez que vi uma foto.
- Bonitas ficaram mesmo...
- Então, amor. Para de bobeira, eu sei que sente ciúmes, mas não tem nada a ver. Te amo, tô com você, não te troco por ninguém. – Ele me olhou.
Estava quase vencendo. – Em ? – Cheguei mais perto e lhe dei um selinho, primeiro tímido.
O olhei de novo e sorri. Juntei de novo nossos lábios e dessa vez, comecei um beijo bom, que ele retribuiu.
A temperatura naquele quarto começou a subir, deitei ele na cama e me coloquei por cima.
Desgrudei meus lábios dos seus e desci meus beijos, por seu pescoço e queixo.
Ele se sentou e eu o olhei sem entender.
- Eu ainda estou chateado com o que me disse. – Revirei os olhos.
- Eu falei sem pensar. Estava errada e admito! Desculpa? – Sua expressão ainda era bem séria, mas logo começou a mudar.
Um sorriso apareceu em seu rosto e ele me puxou para o seu colo.
- Só se você reverter as coisas e dizer que é só minha. – Sorri.
- Sou só sua, meu amor! – Ele beijou meu pescoço.
- Diz agora, que eu te mando.
- Nossa! Luan... – Ouvi seu riso abafado contra meu pescoço.
E o que eu previa, aconteceu.
Fizemos amor em sua cama e passamos horas conversando, depois daquele momento.
- Por um minuto pensei que não voltaria atrás. – Eu disse.
- Eu fui burro, confesso.
- Muito!
- Mas você me chamou de moleque um dia desses e agiu feito criança agora... – Fiquei muda.
Ele tinha razão. – Mas vamos esquecer. Que tal uma baladinha hoje?
- Adorei! Vou pra casa me arrumar... – Me sentei, mas ele me puxou de volta com tudo. – (risos) É sério, amor! – Eu disse manhosa.
- Ah...Não quero te deixar ir.
- Prometo que é bem rápido. – Sussurrei em seu ouvido.
- Então eu deixo! – Ele sussurrou de volta, me fazendo ri.
- Bobo! – Me levantei rindo.
Me troquei rápido e desci as escadas, Ana e Bruna viam televisão.
- Se a gente fosse depender de você pra nos chamar... – Bruna disse, assim que me viu.
- Chamar vocês, pra quê?
- Ingrata! – Ri.
- Bora pra balada?
- Ah, vamos! – Ela se levantou animada.
- Vamos pra casa então, Ana. Vou tomar um banho e me arrumar.
- Outro? – Ana disse.
- Até parece que você não sabe que o motivo desse banho foi o tempo que ela ficou lá em cima, não é, Ana?
- (risos) Para de bobeira, Bruna!
- Vai logo, cunhada! – Ela quase me arrastou até a porta.
Pela primeira vez, me arrumei rápido naquela noite e quando Luan chegou, eu já estava pronta.
- Que milagre é esse? – Ele comentou.
- Tô ansiosa pra gente sair, amor! – Ri.
Fomos direto para boate e na porta, encontramos Ana, Bruna, o tio do Luan com sua namorada e mais alguns amigos.
Falamos com todos e entramos juntos para o camarote.
Como sempre, Luan não dava dois passos e alguma mulher pedida foto, e naquela noite só tinha oferecida. Mas coloquei na cabeça, que nada estragaria minha felicidade e deu certo.
Pegamos nossas bebidas e fomos para perto da grade, começaria um show. Os outros, já tinham se perdido de nós.
- Eu amo você! – Disse, depois de um beijo.
- Eu também te amo, minha maluca! – Fiz careta, enquanto ele ria.
- Mas fala a verdade...Ficaram lindas minhas fotos.
- Ficaram, amor! Vou guardar com carinho. – A expressão dele foi tão safada, que me fez ri.
- Guarda sim! – Ele beijou meu rosto.
Me virei de costas pra ele, assim que o show começou. Thaeme e Thiago.
Conversamos, dançamos, encontramos com o resto do pessoal, nos desencontramos de novo, encontramos com outros amigos e também nos desencontramos e bebemos. Aliás,eu bebi e muito.
Estava feliz e queria aproveitar bebendo, nem eu sabia o porque queria “comemorar” daquele jeito.

*
 - Amor...Vamos? – Eu falava alto, por conta do som que rolava no camarote.
O show já tinha terminado a um bom tempo.
- Já, amor? – Sara não estava mais tão sóbria.
- Já sim, você bebeu demais.
- Você também deveria ter bebido. – Ela riu.
- E quem iria nos levar de volta, muié? – Ri também. – Vamos?
- Ah...- Ela fez um bico, olhou para os lados e voltou a me encarar. – Vamos, então.
Quero você pra mim hoje...
- (risos) Vamos logo, amor. Você não tá em condições disso hoje.
- Claro que estou! – Ela me olhou feio. – Vou te mostrar quando chegarmos. – Ergui uma sobrancelha e ela saiu na minha frente.
Neguei com a cabeça e corri atrás dela, que já quase torcia o pé e caia.
Fomos abraçados até o estacionamento, já quase vazio por ser quase de manhã.
Sara falava besteiras e eu só ria, não tinha mais o que fazer.
Não estava bravo nem chateado com ela. Também, outra briga não seria legal.
O caminho até a minha casa não foi diferente. Ela fazia palhaçadas.
Meus pais tinham viajado e Bruna ainda não tinha chegado.
Dei um banho em Sara, que fez até eu entrar com ela no chuveiro e depois fomos para cama.
Mesmo sem querer muito, ela me convenceu em fechar aquela noite com chave de ouro.
Não queria por ela estar um pouco bêbada, mas ela insistiu demais.
Dormir abraçado com ela. Sentindo aquele cheiro bom do seu cabelo.
Beijei sua bochecha e aproveitei para lhe olhar, ela dormia com um sorrisinho de lado, que me encantava e me fez sorrir também.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Capítulo 92


A semana se passou voando, e no meio dela, já fui com Bruna buscar minhas fotos no estúdio, que ficaram muito lindas por sinal.
Eu não queria, mas acabei virando a atração do estúdio e todos viram as fotos, enclusive os homens. Fiz careta, quando lembrei que Luan não iria gostar daquilo.
Ele me enviou uma mensagem e disse que voltaria um dia depois do previsto, então revolvi mudar um pouco as coisas que tinha pensado.
Mandei uma foto para ele, em um envelope, para o hotel que ficaria, com um bilhete.
“ Gostou, meu amor ? Eu fiz pra uma revista de ultima hora, eles me pediram e sua irmã até me incentivou. Achei que ficaram lindas. Vem logo pra você ver todas antes da revista lançar. Beijos, Sara”
Eu queria estar perto para ver qual seria a reação daquela pessoa.

*
Estava no hotel com uma mau humor incrível, por ter dado tudo errado e não ter conseguido voltar para casa no dia previsto. Estava morrendo de saudade da minha familia e de Sara.
Via nossas fotos todas as noites e sorria sozinho. O que tinha de perfeita, tinha de maluca.
Acabei de pensar nela e a porta do meu quarto bateu.
- Boi? – Rober, entrou.
- O que foi? – Me sentei na cama e deixei o celular de lado.
- Chegou isso pra você...
- De quem é?
- Dá Sara. – Ele me mostrou o nome por fora.
- Ué, ela não me disse que iria me mandar nada. – Estranhei, mas abri.
Primeiro li o bilhete que tinha ali e estranhei mais ainda, depois peguei a foto que caiu de cabeça para baixo na cama e não acreditei no que vi.
- É a Sara? – Testa perguntava.
- É...Meu Deus! – Olhei pra ele. – Para de olhar! – Escondi a foto e ele riu. – Não acredito que essa louca fez isso!
- Não duvido nada... – Ele deu de ombros.
- Eu vou matar a Sara. Sabe o que é isso? Eu vou simplesmente matar ela.
- Mas por que? Ficou bonita. – Ele riu mais uma vez.
- Porque não é sua muié. Eu não tô acreditando nisso! – Passei as mãos nos cabelos. – E ainda me manda essa bilhete, como se fosse a coisa mais natural do mundo. – Peguei meu celular e liguei pra ela. Só dava fora de área. Bufei.
Rober saiu dali e eu fiquei refletindo, sem acreditar. Olhava para foto, lia e relia o bilhete.
Ligava para Sara, minha irmã, Ana, sem parar, mas nem sinal das três. Deveriam estar de complô contra mim.
Entrei então na internet e quando fui digitar algo para minhas fãs, vi que comentavam algo.
Então comecei a ver o que era, sem acreditar, vi mais duas fotos como a que Sara havia me mandado, no instagram dela.



Eu queria esfolar ela, se tivesse na minha frente.
Até desistir de falar com as meninas e fui tomar um banho gelado. Seria a melhor coisa.

*
Ignorei o Luan o dia todo e me divertia com aquilo, junto de Bruna.
Mas o que eu não previ, aconteceu. Minhas fotos, que eu tinha postado no instagram, era notícia em sites de fofocas, revistas e até mesmo programas de fofocas.
- A gente não previa isso, não é? – Minha cunhada fez uma careta.
- Não...Meu Deus! Esqueci desse detalhe.
- O Luan volta amanhã mesmo e...
- Deve tá querendo me matar, claro! – Bruna foi embora, quando já anoitecia e eu, depois de jantar e ver tv, resolvi dormir.
Acordei com alguém abrindo a porta do meu quarto e quase que meus olhos não se abriam, de tão pesados. Olhei no relógio rápido e ainda marcavam seis horas da manhã.
- Luan? – Disse com a voz rouca e me sentei, assim que tive certeza que era ele.
- Sara, eu vim direto pra cá, nem dormir ainda...Você já deve saber o que temos que conversar. – Franzi a testa. – Sobre essa porra de fotos, que você tirou e ainda postou na internet e mais, teve a cara de pau de me mandar com um bilhetinho ridículo. Você pode me explicar que merda é essa? – Ele falava completamente bravo.
Esfreguei o rosto com as mãos e suspirei, me arrependendo completamente da “brincadeira” que planejei.
- Luan...Calma! Também não é pra tanto. Foram só fotos, e eu me esqueci que sabem que eu sou sua namorada. -  Ele fez o que eu mais odiava, riu irônico.
- Como esqueceu? Ah...Deve ter se esquecido mesmo pra postar essas fotos quase sem roupa, na internet. Não são só fotos comuns, Sara! – Ele falou mais alto.
- Fala baixo. Você já viu a hora? Ninguém é obrigado a acordar com seus gritos e além do mais, eu moro em prédio, onde existe outros moradores. – Ele suspirou.
- Como você faz uma merda dessa sem me comunicar? Como faz isso comigo, Sara? Que revista foi essa que você posou? Quando vai ser lançada? – Ele diminuiu o tom e me enterrou de perguntas.
- Calma! Uma coisa de cada vez...
- Meu Deus, cara! Que vontade de te matar! – Ele passou as mãos nos cabelos com força.
Segurei o riso. – Você ainda ri ?
- Você tá fazendo uma tempestade em copo d’água, amor!
- O que? Você só pode tá louca, Sara. O que é? Tá voltando aos tempos de loucuras?
- Eu nunca fui louca! – Levei aquilo a mal.
- Mas já fez muitas loucuras.
- Você que pensa que eram loucuras...
- Está voltando mesmo, então? – Me deu raiva dele naquela hora, confesso.
- Para de falar isso, Luan! Você está me estressando...
- E essa nossa briga tá ridícula!
- Está mesmo. Por sua culpa...
- Minha, Sara? Olha pro que você fez e depois me fala de novo, se a culpa é realmente minha.
- Eu não fiz nada demais!
- Ah não ?
- Não...O corpo é meu, eu mostro ele pra quem eu quiser. – Fechei os olhos e me arrependi na mesma hora daquelas palavras.
A briga estava ficando séria e eu estava até esquecendo de contar a verdade, que aquilo tudo era uma brincadeira.
- Quer saber? Eu cansei de brigar. O corpo é seu? Mostra mesmo pra quem quiser.
Esquece então que eu existo, já que eu não significo nada na sua vida. Já que eu, que sou seu namorado, que te pedi em casamento, não tenho o direito de reclamar porque todos estão comentando sobre a imagem da mulher que eu amo. Faz isso, Sara! Esquece tudo, então, que eu tento fazer o mesmo! – Aquelas palavras me doeram mais que uma pancada.
Luan saiu apressado do meu quarto e eu corri atrás, mas já era tarde, a porta da sala já se batia com uma enorme força.
Voltei pro quarto e me joguei na cama chorando, pensando na proporção que tomou apenas uma brincadeira. Eu fiz aquilo tudo, mesmo sabendo o quão ciumento ele era e ainda disse bobagem. A brincadeira que ele fez comigo não foi tão grave, apesar de aparentar uma traição, ele não me falou coisas absurdas.
Eu queria me bater, estava com raiva de mim mesma.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Capítulo 91


- Luan...O que foi isso? – Foi o que eu conseguir dizer.
- Isso mesmo que todo mundo intendeu. Você quer casar comigo, amor?
- Eu...Meu Deus! – Comecei a sorrir. – Ainda pergunta? É claro que eu quero, é tudo que eu mais quero! – Lhe abracei forte.
Luan tirou de dentro do bolso um anel de preta, lindo e delicado e colocou no meu dedo. Colocou um também no seu, porém, masculino.
- Casar já ? – Ri de mim mesma.
- Não precisa ser agora, amor. Nem é pra já, é só pra ter certeza que você vai casar comigo mesmo, porque agora não tem mais como fugir.
- (risos) Bobo! Quem disse que eu quero fugir? – Nos beijamos, enquanto escutávamos as risadas do pessoal.
- Chega de surpresas por hoje, vamos almoçar ? – Minha sogra propôs e nós aceitamos.
Era tanta felicidade, que nem o sorriso maior que eu poderia dar, demonstraria.
- Você enganou todo mundo, amor? – Perguntei, enquanto comíamos.
- Enganei! – Ele disse orgulhoso. Rimos.
Conversamos bastante e com muita insistência do Luan, eu aceitei a dormir ali com ele.
Fomos para o seu quarto de noite e depois de um banho muito quente, não só pela temperatura da água, voltamos para o quarto e nos deitamos.
- É isso mesmo que você quer? – Passei o dedo por seu rosto.
- É sim! – Ele sorriu. – Você sabe que eu não brinco com isso, que sou responsável, que se eu te pedi em casamento é porque eu te amo de verdade, é porque eu quero e posso dá mais esse passo na minha vida.
- Fico feliz com isso! Era tudo que eu mais queria na vida!
- Eu também, amor! Eu quero ficar do seu lado pra sempre, quero construir uma família com você.
- Nossa! Eu nunca imaginei te ouvir falar isso pra mim! – Rimos.
- E eu nunca amei tanto alguém assim!
- Só no começo que não. – Fiz careta e ele gargalhou.
- Pode até ser! Mas era o destino, eu e você.
- Disso eu tenho certeza! – O beijei.
Nos amamos de novo ali, na sua cama e depois dormimos abraçados e cansados.
A ficha ainda não tinha caído totalmente. Eu não estava acreditando que o Luan estava mesmo querendo casar comigo. Mesmo não sendo pra aquele momento, como ele mesmo disse, mesmo sendo mais para frente, mas do mesmo jeito ele queria casar comigo, construir uma família, viver do meu lado.
Era inacreditável.

(...)

Luan voltou a sua rotina de shows e a minha vida voltou a normalidade e sem graça. Era assim que eu me sentia sem ele, sem graça.
Minha mãe brincava dizendo que se um dia tivéssemos que ficar por algum tempo longe um do outro, eu morreria. Revirava os olhos, mas nem pensava nessa possibilidade, porque seria isso mesmo que aconteceria.
Minha mãe foi dormir na casa de uma amiga, em uma quarta feira e meu irmão, foi para uma social com os amigos do hospital. Então, resolvi fazer uma noite de meninas na minha casa. Só eu, minha cunhada, Ana e Ana Carolina, amiga da Bruna de Londrina, que estava passando alguns dias em sua casa.
Estávamos esperando algum tempo para fazer essa nossa noite, mesmo meu irmão morando no apartamento vizinho, vivia na minha casa, me enchendo a paciência e não deixaria a gente em paz.
Assim que elas chegaram, tomei um banho rápido e coloquei meu pijama, elas também se trocaram. Minha mãe já tinha arrumado tudo para nós.
Nos sentamos no sofá e primeiro, devoramos uma pipoca com brigadeiro, assistindo a um programa de humor que passava na tv.
- Sara! – Bruna, me sacudiu.
- (risos) Que foi?
- Tá dormindo de olho aberto? Tô te chamando a meia hora. – Ela fez drama.
- Estava pensando só...
- Em que ?
- Em dar o troco no Luan pelo telegrama, o que acham ? – Me animei.
- Troco? Adorei! – Rimos.
- Já tô com tudo planejado...
- Sério? Conta pra gente! – Bruna se ajeitou no sofá.
Todas me olharam, esperando eu começar, prestando completamente a atenção, gargalhei por parecerem crianças.
Contei tudo que tinha na cabeça e no final, batemos as mãos e rimos.
No outro dia, já fomos colocar nosso “plano” em prática.
Fomos a um estúdio fotográfico que Bruna frequentava bastante, era bem conhecida e amiga da maioria das pessoas por lá.
Fomos a uma fotógrafa amiga da Bruna e ela nos apresentou, era bem simpática.
- Então, Marisa. Vai dar pra fazer hoje ainda? – Bruna disse por fim.
- Claro que vai! Agora se quiser...Topa?
- Agora? Na hora! – Ri.
- Então vamos...Me acompanhem.
- Só uma coisa. – Ela se virou novamente. – A maquiadora é mulher?
- É sim por que?
- Meu namorado é muito ciumento. – Fiz careta, enquanto todo mundo ria.
Fomos para o estúdio e lá me deram as peças que eu usaria para as fotos. Lingeries.
Era uma mais linda que a outra, de várias cores.
Depois que coloquei a primeira que usaria, vesti um roupão e fui para a arrumação dos cabelos e a maquiagem.
Só tinha mulher no estúdio e eu agradeci por isso, tenho certeza que Luan me perguntaria esses detalhes. Depois de ficar louco de raiva.
Apareci no estúdio e antes mesmo de mostrar a bela lingerie que vestia, as meninas já me elogiavam.
- Nossa! Que linda... – Bruna disse, depois que me posicionei para foto.
- (risos) Obrigada, também achei!
- Tem vergonha ? – A fotógrafa me perguntou.
- Não! – Respondi firme.
Escutei risadas e revireis os olhos. Elas sabiam o quão sem vergonha eu era.
Começamos a tirar as fotos, eu fazia as poses que ela mandava e as que eu gostava.
Dava uma pausa para ver a foto, outra para retocar a maquiagem, arrumar o cabelo, para trocar de lingerie. Fomos até tirar fotos ao ar livre, era reservado do estúdio, então não tinha risco de ninguém ver e isso durou o dia todo.
Voltei para minha casa exausta.
- Luan te ligou. – Minha mãe apareceu na sala.
- Esqueci o celular aqui. – Fiz careta.
- Aliás, ele não para de te ligar. Sabe que hoje a central não abre.
- Sabe, é?
- Claro, Sara! – Minha mãe riu. – O que você estava aprontando?
- Eu, mãe?
- Você mesma! – Ela estreitou os olhos. – Vai arrumar briga com seu noivo, vai. – Ela saiu para cozinha e eu fui atrás rindo.
Escutei a porta se abrindo e já imaginei quem era, acertei.
- Até que enfim, Sara. Tava a onde? – Meu irmão disse.
- Nossa, gente!
- Seu namorado me ligou umas mil vezes. – Revirei os olhos. – “Leo, onde a Sara se meteu, se hoje não tem central ? Diz pra ela me ligar assim que você ver ela? Vou matar ela!” – Ela fazia uma voz engraçada e imitava Luan no telefone. Ri.
- Para de graça, que ele não fala assim!
- Ah, não ? O amor é cego mesmo! – Negou com a cabeça.
- Idiota! – Lhe dei um tapa. – O Luan é um exagero em forma de homem!
- Também acho! – Olhei para ele estreitando os olhos. -  O que ? Você que disse ai.
- Mas eu posso dizer, você não, entendeu? – Lhe bati de novo.
- Para de me bater, garota! – Ele fez drama.
- Também Sara, você sumiu o dia todo. – Minha mãe disse. – E para de espancar seu irmão, eu em!
- Hã? – Me fiz de indignada enquanto Leonardo ria e me mostrava a língua, sem minha mãe ver. – Mãe, ele tá me dando língua! – Jantamos a comida da minha mãe e eu fui dormir bem cedo naquele dia. Estava realmente cansada.
Acordei na madrugada com o celular tocando e era o Luan, que primeiro me deu um belo de um sermão e depois deixou eu falar.
Disse que tinha ido andar no shopping com Bruna e as Ana’s e que tinha esquecido o celular em casa, pedi mil desculpas e ele caiu.
Conversamos por quase duas horas e quando realmente eu não estava mais aguentando de sono, me despedido dele.
Luan voltaria para casa na outra semana, ou seja, as fotos já estariam prontas e eu faria minha “vingança”. Ri da minha mente infantil.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Capítulo 90



A menina, de cabelos ruivos e muito bonitos por sinal, olhava para o teto e mexia em suas mãos. Nos aproximamos dela e só então ela percebeu nossa presença ali. 
- Luan? – Os olhos dela se arregalaram e eu achei que a menina teria um treco ali mesmo.
- Oi... – Luan riu fraco.
Ela se sentou e não conseguiu mais segurar as lágrimas.
- Calma, não chora! Você tá sentindo dor? – Perguntei.
- Não, Sara...Nossa!
- Está bem mesmo? – Luan pegou em sua mão preocupado.
- Juro! Nem acredito que é você. – Ela riu.
Luan a abraçou com cuidado, mas ela o apertava tão forte, não parecia estar sentindo nada mesmo.
Depois começou a sorrir , mas sem deixar as lágrimas paparem de cair.
- Eu estava pensando em você agora, acredita? – Ela apontou para mim, enquanto se ajeitava na cama, ainda segurando a mão do Luan.
- Eu ? – Fiquei surpresa.
- É...Lembrando que você tinha dito que depois do show Luan falaria conosco, que tinha prometido e se eu estivesse bem, estaria lá a essa hora, vendo ele...As meninas foram para lá?
- Foram elas que nos contaram o que aconteceu.
- Tenho que agradece-las!
- Prometi que abraçariam ele e cumpri, todas abraçaram. – Sorri.
- Cumpriu mesmo. Você é incrível, sabia ? Me dá um abraço.
- Nem precisa pedir! – Rimos.
Passei para seu outro lado da cama e também lhe abracei.
- Quando você vai pra casa ? – Luan perguntou, assim que nos soltamos.
- Em duas semanas...
- Só ? – Ele não gostou da resposta.
- (risos) Calma, Lu. Eu vou fazer uma cirurgia pela manhã. Aliás, daqui a pouco.
- Vai? Meu Deus! É grave então?
- Luan! Não é grave, sério! Mas vai ser preciso.
- Você está tão calma... – Comentei.
- Não ligo mais pra nada. Se eu morrer, pode ter certeza que vou morrer a pessoa mais feliz desse mundo.
- Não fala isso nem brincando. Não vai acontecer nada com você e ainda vamos nos encontrar muito! – Luan disse, fazendo seus olhos voltarem a escorrer um rio de lágrimas.
Conversamos tanto, Luan a fazia ri, eu também tentava. Sua mãe voltou para o quarto e mesmo assim, não paramos a conversa.
Quando já dava quase cinco horas da manhã no relógio do Luan, seu segurança apareceu da porta e disse que teríamos que voltar para o hotel.
- Fica bem, tá Malu ? Me dá seu telefone, que na semana que vem eu ligo para ver se já foi para casa.
- Vou ficar, Lu! É sério?
- (risos) Claro que é! Vou te ligar e quando ter a certeza que já está em casa, posto no meu twitter, o que acha?
- Nem acredito! – Rimos de sua euforia. – Mãe, passa o nome do meu fã clube pro Luan. – Depois de tudo resolvido, nos despedimos de Malu e sua mãe e voltamos para o hotel.
Luan estava visivelmente aliviado e eu não era diferente, ela estava ótima.
Falamos isso para Arleyde quando chegamos, que também respirou aliviada.
No outro dia, seguimos para a capital de São Paulo, já a noite, onde seria o ultimo show, para depois uma semana merecida de folga.
Fomos direto para o local do evento, Luan atendeu logo as pessoas no camarim e logo subiu no palco.
No final do show, ele deu um aviso que emocionou os fãs presentes ali.
- “Ontem, como já sabem, aconteceu aquela tragédia no show, que felizmente, não aconteceu nada de muito grave com ninguém. Apenas uma fã foi atingida, mas eu já fiz questão de ir vê-la e já está tudo bem. Ela iria fazer uma cirurgia hoje.
Queria dizer que fiquei muito triste pelo o que aconteceu e que nunca mais isso irá acontecer, o pedido de seguranças nos shows vai ser dobrado e muito mais rígido, a minha produção também ficou decepcionada. E é isso. Está tudo bem!” – Ele encerrou aquele show.
Não tinha dito que diria alguma coisa, mas sua assessora achou que tinha feito bem.
Fomos para minha casa, comemos e fomos nos deitar, com o ar condicionado ligado e de baixo do edredom. Apaguei as luzes e liguei a tv.
- Gostei das suas palavras hoje. Acho que fez bem em dizer que a segurança vai ser dobrada.
- Que bom! E vai ser mesmo, eu mesmo vou fazer questão de mandar mudar os contratos. Isso não pode mais acontecer de jeito nenhum.
- É verdade! É um risco muito grande...
- Vamos lá pra casa a tarde? Meu pai vai fazer fazer um churrasco. – Ele me puxou para mais perto, com o braço esquerdo.
- Vamos sim! – Sorri e ele juntou nossos lábios.
Logo me dando um abraço apertado.
- Eu te amo! – Sua voz saiu abafado contra meu pescoço, me fazendo arrepiar.
- Eu também te amo demais! – Sussurrei de volta.
Dormimos daquele jeito.
Acordei primeiro, no outro dia, tomei um banho rápido e fui ao sacrifício de acordar o Luan.
Nem tomamos café da manhã, Luan estava com pressa.
- Daqui a pouco eu chego lá com Leo. – Minha mãe dizia.
- Não demora muito, sogra! – Luan dizia.
Assim que chegamos, fomos tomar o nosso café.
- Nossa, amor! Que fome é essa? – Eu falei, enquanto Luan comia sem parar.
- Ué, amor! – Ri.
- Nossa! – Escutei a voz da Bruna.
Ela puxou uma cadeira na minha frente e se sentou.
- O que foi, em? – Luan disse.
- Nada! – Ela levantou os braços, nos fazendo ri.
- Faz uma panqueca, amor?
- Luan, você já comeu muito.
- Faz, por favor?
- Ah! Faz sim, cunhada. De chocolate. – Revirei os olhos e fui fazer panquecas para aqueles dois.
- Desculpa invadir. Mas esses gordos querem mais comida. – Eu disse, assim que vi minha sogra.
- Eu sei como é, querida. Não tem problema nenhum!
- A panqueca da Sara é a melhor, mãe! – Bruna, dizia.
Minha mãe chegou com Leonardo, assim que acabei de fazer tudo e comeram todos, até os pais do Luan, que elogiaram.
Eles foram para a churrasqueira e eu, Bruna, Luan e Léo, fomos para sala esperar.
- Vai ajudar seu pai, Luan. Folgado! – Meu irmão implicava, enquanto se sentava em um sofá com Bruna.
- Eu que sou, né ? – Rimos. – Bora jogar um video game ? – Meu namorado sugeriu.
- Bora, ué! – Eu me animei.
- Ah não! Deixa eu e Luan jogar pra eu vencer. – Meu irmão riu.
- Coitado!
- Então vamos? – Luan aceitou o desafio.
Bruna ligou tudo e eles começaram a jogar. Meu namorado ganhou e comemorou igual criança, enquanto meu irmão pedia revanche e eu revirava os olhos.
- Deixa eu agora! – Peguei o controle da mão de Leo, que reclamou.
Luan ligou em outro jogo, enquanto eu esperava. – Se for difícil você vai ver!
- É fácil, amor. Esse é especial pra você! – Ele ria, enquanto voltava a se sentar do meu lado.
- Para, Luan! – Fiz bico e me encostei nele.
Luan passou seu braço esquerdo em volta do meu pescoço e iniciou o jogo.
Era diferente, eu nunca tinha visto e nem jogado, mas Luan me ensinava e quase nem jogava.
Comecei a gostar, quando comecei a pegar o jeito e passar de fase. Era um bichinho rosa que tinha que atravessar vários obstáculos e passar por várias coisas.
Depois de meia hora de jogo, gritei quando vi que seria minha ultima jogada para ganhar aquilo.
- Meu Deus! Nunca passei de fase tão rápido na vida. Amei! – Ri.
- Mas o Luan quase nem joga! – Meu irmão tinha que acabar com a minha alegria.
Mostrei minha língua pra ele e eles riram.
Enfim, eu ganhei aquele jogo e comemorei. Ri de mim mesma.
Mas parecia que ainda não tinha acabado.
Começou a tocar uma música internacional e eu prestei a atenção curiosa, assim como todos.
“ Você conseguiu e muito rápido por sinal, porque essa era sua sina!
Era seu destino mesmo!
Você quer casar comigo? Quer passar de fase comigo pro resto da vida?”
Era o que dizia na televisão. 
Olhei para o Luan incrédula, que tinha um sorriso no rosto.
Voltei a olhar para tv que agora, era o bichinho do jogo, que segurava um buquê de flores.
Olhei para Bruna e Leo, que sorriam surpresos também e só então, reparei que minha mãe e meus sogros estavam ali, também surpresos.
Pelo jeito, ele tinha enganado a todos.